Autorrespeito

  • por

Respeitar a si mesmx é o primeiro passo para crescer, evoluir, se expandir. O modo de vida atual, que foca em resultados e não em processos, acaba muitas vezes fazendo com que não observemos os sinais do nosso corpo e não respeitemos nossos próprios limites. Estamos sempre com pressa de chegar a algum lugar, e raramente nos perguntamos os “comos” ou “por quês” daquilo que estamos fazendo.

Por que pratico yoga? Por que quero ficar de ponta-cabeça? Como eu me movimento? Estou fazendo isso para mim ou para ganhar aplausos? Buscar a verdade naquilo que praticamos é essencial para desfrutarmos de seus benefícios em sua máxima potência. E para isso é preciso respeitar o próprio ritmo e abrir espaços para criar essa conexão interna com corpo, mente e alma.

Se mover com graça ou conquistar uma postura avançada exige dedicação mas, principalmente, humildade e paciência. Tem dias em que o melhor a fazer é simplesmente não fazer. Podemos sempre, também, optar por um caminho mais suave, dentro das nossas possibilidades naquele momento. Nosso corpo tem memória e é extremamente inteligente: com apenas pequenas doses de estímulos frequentes, ele absorve todas as informações que precisa para, aos poucos, se estruturar da forma que desejamos.

Tem dias em que tentamos, insistimos e até forçamos, mas o movimento/postura não sai. Em outros, sem esforço algum, tentamos de novo e PLIM! Como mágica, acontece. Já reparou? Pois é. Não se trata de mágica nem de sorte, é que o corpo precisava daquele tempinho de pausa para processar as informações, organizar tudinho e fazer acontecer. A nós não nos cabe nada além de seguir praticando e curtindo o processo. Precisa fazer sentido e ser prazeroso, do contrário, corremos o risco de nos frustar e até de nos machucar. A maior parte das lesões, aliás, acontecem por darmos mais ouvido ao ego do que ao próprio corpo.

Quando nos propomos a essa auto-observação mais cuidadosa, mudamos nossa relação com nós mesmxs. Nossa mente se abre para dissolver preconceitos, experimentar o novo e ressignificar o antigo. Aprendemos a dizer NÃO quando o mundo quer que digamos sim, mas não estamos dispostos. E também aprendemos a dizer SIM quando precisamos daquela coragem de sair da zona de conforto ou dar um passo além pra fazer algo que sabemos que somos capazes, mas que colocaram um monte de minhoca na nossa cabeça dizendo que não.

Com autorrespeito, ganhamos liberdade para ser nós mesmxs e seguir nosso próprio caminho. Deixamos de nos importar com a opinião dos outros, paramos de ter expectativas sobre o futuro e, como uma folha em branco, nos tornamos abertxs para criar e protagonizar a nossa própria realidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *