Controle e liberdade

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“Se você sabe o que está fazendo, você pode fazer o que quiser.” – Moshé Feldenkrais

A palavra “controle” muitas vezes carrega um sentido negativo, dependendo do emprego que se faz dela. Mas no movimento, controle pode significar liberdade. Quando conseguimos realizar e/ou entrar e sair de uma postura/sequência com absoluta consciência, ganhamos a liberdade para explorar o movimento da maneira que desejarmos. Ou seja, ganhamos autonomia para experimentar, mudar, criar e até para relaxar ou deixar o corpo fluir – pois ele saberá o que fazer.

O controle do movimento vem da consciência corporal e envolve atenção, presença, autoconhecimento e muita prática. A gente só consegue entender como nosso corpo funciona através da experimentação. Você pode pegar um manual de anatomia e decorar todos os músculos que se ativam ou se alongam em uma determinada postura, aprender quais os ângulos que devem ser formados pelos ossos, ler sobre os seus benefícios e estudar diferentes técnicas. Mas você só vai compreender e dominar o movimento quando sentir tudo isso no seu próprio corpo e perceber quais os melhores caminhos a tomar dentro da sua própria experiência.

Quando incorporamos esses caminhos, ficamos livres para nos mover com menos esforço, pois recrutamos somente a musculatura necessária e eliminamos gastos supérfluos de energia, promovendo um movimento mais leve, natural e confortável, e ganhando espaço para a expressão da criatividade e da própria essência.

Nas sábias palavra de Klauss Vianna: “Para dominar uma técnica é preciso incorporá-la inteiramente: só assim o movimento flui com naturalidade e o bailarino dança como respira. Então, já não há mais preocupação em seguir uma técnica. Por isso, costumo dizer a meus alunos: eu não danço; eu sou a dança. É o que gostaria que todo bailarino sentisse.”

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